É Fato...


Magrela

Bob Villela, Rio de Janeiro

Guidom, rodas, selim e detalhes atrelados a um quadro. Nesse quadro, cada movimento sobre os pedais faz surgir um fragmento ainda mais rico da pintura maravilhosa. Não há moldura. Por óbvio, a paisagem que se forma é ilimitada. Fantástica mesmo é a impossibilidade absoluta de ficar indiferente diante das descobertas.

Caetano berrava pelo aterro, pelo desterro. Caetano não tinha uma bicicleta. No aterro, em vez de berrar, concentrei todas as minhas energias nas pedaladas. Caetano dizia que o papo estava qualquer coisa. Mas, definitivamente, a sensação de passear entre as belezas desta terra não é coisa qualquer, e cultiva similaridades com a obra do baiano: graça, surpresa e privilégio.

O caminho fino e sinuoso escrito por Burle Marx atenuava minha ansiedade por chegar à enseada de Botafogo. O passeio continuava, fluía em perfeição. Nas proximidades da famosa churrascaria, era eu o convidado especial para um rodízio de monumentos à existência.

No mar, sal a gosto e peixinhos sambando. Figuravam pratos típicos: a prática de esportes; o paisagismo como aditivo do que é naturalmente belo; a alegria e o ganha-pão de quem não tem a mesma sorte. O Redentor, mesmo não tão perto, era o adereço que emocionava na decoração. Pão de Açúcar na sobremesa. Para relaxar o corpo e descansar a cuca, pedalei até a Urca.

No retorno, o desejo de ir do Leme ao Pontal. Haja treino! Mas, assim como não resta dúvida de que, do primeiro ao segundo, não há nada igual, transborda em mim a certeza de que também essa brisa, essa honra, esse circuito, serão partes da história que escrevo. Pedalando, contemplando, vivendo.

Pedalar... Por lazer, por recomendação médica ou para acabar com a gordura localizada. E, se a gordura estiver localizada no Rio, pedalar é muito mais que diversão ou cuidado com o corpo. É vida plena, exercício para a memória. Duvido que alguém consiga se esquecer de tantas maravilhas.



Escrito por É fato... às 13h22
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Sucesso perigoso

Dias atrás, escrevi sobre o retorno da campanha dos mamíferos da Parmalat. Falei sobre o talento de Nizan Guanaes e sua equipe - da agência Africa – por conhecerem a medida certa de exploração de uma idéia, fazendo sucesso e, principalmente, mantendo o sucesso. Pois é, os números do Datafolha mostram que a campanha dos mamíferos já está entre as mais lembradas pelo público.

O negócio não é pensar que ”em time que está ganhando não se mexe”. O negócio é ter sabedoria, informação e feeling para, nas horas certas, mexer no time que está ganhando, para que ele ganhe sempre. Afinal, se não mexer, fica parado. E quem fica parado no mercado paga caro pela acomodação. A multa é a diminuição – ou o fim – do negócio.

A considerar uma matéria que li no site da revista Exame, acho que o pessoal da Motorola precisa trocar idéias com Nizan Guanaes e sua turma. O texto – “Quando o encanto acaba” – fala sobre a trajetória da empresa americana de telefonia, que, de tempos em tempos, revoluciona o mercado com inovações encantadoras, mas não mantém o ritmo, e perde a oportunidade de se firmar em seu concorrido segmento.

Alguns ainda devem se lembrar do StarTAC, um aparelhinho que virou febre, lançado em 1996. À época, era pequeno, leve e inovador, com o formato flip – esses aparelhos de abrir e fechar. Foi um sucesso. Depois de vários anos sem chamar atenção e vendo a concorrência ganhar espaço, surge, em 2004, o RAZR V3. O aparelho redefiniu o conceito de design de celulares e arrasou nas vendas.

Foi então que a Motorola, mais uma vez com o manjar do êxito, resolveu insistir na receita e só mudar alguns confeitos, ou seja, baseou os novos lançamentos na linha do bem-sucedido V3. O resultado: erros, modelos que já nascem estagnados, marca se desvalorizando e vendas em queda. Viver de um caso de sucesso é muito arriscado. A Motorola errou na mão. A Parmalat acertou. Alô, Motorola! Pega um aparelhinho aí e dá uma ligada pro Nizan.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 14h47
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Organização

Nada como uma vida organizada. Tudo no lugar, limpinho, tudo à mão, feito com antecedência, sem atropelos. Embora o ritmo e a indisciplina muitas vezes não permitam que seja assim, esta é a vida com a qual sonha a maioria de nós. É bem verdade que muitos procuram só dinheiro, em detrimento da melhor qualidade de vida e da consciência tranqüila. O ideal, lógico, é ter os dois. Se não for possível, valorizo sempre mais a paz de viver em paz.

Pois bem, saiba você que esta boa qualidade de vida, que a gente tanto busca, vem fazendo falta também no nosso trabalho. Nada estranho, afinal, passamos boa parte da nossa vida no ambiente onde produzimos e fazemos um país. A sessão “Inteligência” da revista “Época Negócios” de setembro fala sobre uma pesquisa realizada por uma consultoria chamada Gensler, de São Francisco (EUA). O estudo trata da relação entre ambiente, produtividade e satisfação no trabalho, com resultados um tanto desconfortáveis.

Um dado: a pesquisa indica que empresas norte-americanas perdem 330 bilhões de dólares por ano em produtividade, em razão de escritórios mal planejados. Outros números são igualmente alarmantes: 58% dos entrevistados afirmaram ter vergonha de mostrar o local de trabalho para clientes e fornecedores, e 33% disseram que o ambiente de trabalho não favorece a saúde e o bem-estar. Sem estrutura adequada e sem estar em plena paz consigo mesmo, como dar o melhor?

 Embora tenha sido realizada nos Estados Unidos, acredito que algo muito parecido – ou até pior - aconteça por aqui, dadas as semelhanças dos nossos sistemas e a precariedade vista em estruturas de algumas empresas brasileiras. Por falar em pesquisa, em Brasil, em precariedade: o ambiente que temos oferece saúde e bem-estar? Você tem orgulho de mostrar para o mundo este escritório com quase 190 milhões de funcionários? E os chefes dos setores, têm feito bem suas tarefas? Quer saber? Vou arrumar minha sala. Está uma zona.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 21h50
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Comerciais que nunca vamos esquecer

Aproveitando o artigo "Traço do Mercado", do nosso amigo Bob Villela, públicado aqui, no dia 5 de setembro, me veio na cabeça alguns comerciais que fizeram história, que marcaram uma época. Quem não se lembra da Philco, "Tem coisas, que só a Philco faz pra você"

ou da Brastemp, "Não é assim nenhuma Brastemp"

Assistindo a esses dois comerciais fiquei imaginando, como as agências poderiam resgatar esses comerciais de sucesso para uma nova campanha?

"Tem coisas que só a Philco continua fazendo pra você", ou "Continua não sendo assim nenhuma Branstemp", será? Isso daria certo?

Alguém tem alguma sugestão para essas supostas novas campanhas? Quem sabe isso vira moda!


Leo Godinho, designer gráfico



Escrito por É fato... às 13h35
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Traço do mercado

Em 29 de julho deste ano, li na “Folha de S. Paulo” uma entrevista com a socióloga e jornalista norte-americana Virginia Postrel, na qual ela afirma que após a "era da produção em massa", com a Ford, no início do século XX, e a "era da conveniência", criada pelo McDonald´s nos anos 1970, o homem vive hoje a "era do design", cujo ícone seria a rede de cafeterias Starbucks.

A revista “Época Negócios” de setembro traz boa matéria sobre o designer carioca Guto Índio da Costa e o seu estúdio, no Rio, de onde saem idéias tão originais quanto belas. São banheiras high tech, ventiladores mais arrojados e econômicos e máquinas de lavar roupas com formas e atributos inovadores.

O editorial da revista traça um bom panorama da “nova era”. A publicação relata que o design tem sido o grande pilar da inovação não só em empresas como a Apple – do IPod -, que sempre trabalharam com tecnologia, formas e ousadia. A Procter & Gamble – de Vick e Pampers –, por exemplo, após criar a vice-presidência de design, viu marcas se reinventando e escapando da inércia em mercados já consolidados.

A socióloga Postrel defende “que qualquer objeto de consumo pode ser hoje uma experiência estética”. Ou seja, desde embalagem e divulgação até a experiência de utilizar/saborear o produto, as sensações de interagir com a mobília no ponto-de-venda, de receber um sorriso do atendente e de sentir o cheiro de um banheiro limpo, tudo é design. Tudo se desenha e fica marcado na mente do consumidor.

É assim em todo segmento, e a “era do design” deve ser mesmo um fato. Até na política, já não é de hoje, candidatos fazem aplicação de botox, pintam os cabelos e afinam discursos ao anseio da massa, sem falar nos cuidados com o material de campanha. Só que, na política, já está na hora de pularmos da “era do design”, para a “era do recall”. Tem muita peça com defeito nesse jogo.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 15h55
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Um pouco de diversão


Leo Godinho, designer gráfico



Escrito por É fato... às 14h16
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Vaivém

Lembra dos mamíferos da Parmalat? Era assim: “O elefante é fã de Parmalat...”. Pois é, a memorável campanha criada pela agência de publicidade DM9 está de volta. A tentação do trocadilho me faz afirmar que parte da nata da criatividade característica da nossa propaganda retorna à mídia.

Trata-se da continuação de um dos maiores sucessos da publicidade nacional, ainda fresco em nossa mente. De acordo com o jornal “O Globo”, o comercial mostra os “mamíferos”, já adolescentes, na tentativa frustrada de vestir as fantasias usadas quando eram crianças. Um locutor diz, então, que eles cresceram, e a família de leites Parmalat também.

Desta vez a campanha foi criada pela agência Africa, cujo sócio, o excelente Nizan Guanaes, foi quem concebeu a pioneira, na DM9. Vale registrar que, sempre segundo “O Globo”, a Africa convidou para a campanha os mesmos profissionais que trabalharam na primeira e bem-sucedida versão.

Satisfação, mais uma vez, testemunhar a ousadia de Guanaes e das pessoas que o cercam. Reviver um clássico é de um profissionalismo admirável. Profissionalismo de quem sabe muito bem que boas idéias não podem ser exploradas à exaustão, mas, por outro lado, não precisam ser concebidas, veiculadas e “simplesmente” virar história. Profissionalismo de quem procura a dose certa da (re)utilização do que se cria.

A italiana Parmalat, dos inofensivos mamíferos, quem diria, protagonizou um triste colapso financeiro em 2003, quando foi vítima de fraudes arquitetadas por seu maior acionista. Depois de muito leite derramado, a empresa hoje está em recuperação judicial.

Campanhas como a da Parmalat ganham novas versões graças à forma como envolvem o público. Fraudes como a da Parmalat ganham novas versões graças à forma como escapam de penas. Duvido que a campanha dos mamíferos estaria de volta se a versão original tivesse sido um fracasso. Duvido que contravenções seriam tão comuns se as versões originais fossem devidamente punidas.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 13h57
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O papel de cada um

Sexta-feira, nos preparativos para trabalhar, tomava banho com a porta entreaberta para ouvir o noticiário na Band News FM do Rio. Ouvir notícias frescas via rádio é sempre bom - ainda mais sob um banho refrescante. O meio é dinâmico e tem uma capacidade de se atualizar e dar notícias que nem a internet conseguiu, ainda, alcançar. O único ruído era a água caindo.

E o diferencial da Band News é o Ricardo Boechat, o mesmo que apresenta o Jornal da Band na TV. Ele se identifica com o meio rádio de forma ímpar. Seus comentários são sempre pertinentes, lúcidos e com boas doses de indignação. Foi numa de suas falas que visualizei a forma como, de modo geral, a imprensa é vista.

Boechat dizia que as pessoas não podem esperar o que desejam pelas mãos da imprensa, que, teoricamente, tem o “poder de transformar”. O que se quer, segundo ele, deve ser fruto de mobilização, de união por um objetivo. Foi assim com  as “Diretas Já”, por exemplo. A imprensa, claro, tem seu peso, mas só cumpre o seu papel de informar e emitir opiniões via editoriais. Mais que isso cheira a golpe.

Bom exemplo citado pelo jornalista é o caso do senador Renan Calheiros, que, com suas denúncias e sua frieza, há dias figura em editoriais, páginas, vozes e imagens dos mais diversos veículos da imprensa, mas continua lá, na presidência do Senado. Jornalismo é comunicação, e as pessoas acham que a comunicação é a origem e a solução de todos os problemas. Há criaturas jurando que tudo se acerta com um cartaz ou um jornal.

A Fundação Getúlio Vargas não tem o respeito que tem porque faz anúncios na “Veja” e na “Exame”. As eleições diretas não são uma conquista da Rede Globo – mas não são mesmo! Cada um exerce um papel na sociedade para que haja mudanças, e a comunicação é muito importante. Mas não podemos cometer o erro de confundir um apoio para a transformação com a própria transformação.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 18h08
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Para Refletir 3

War que eu respiro me orienta, me ajuda a atingir meus objetivos. O mundo é o tabuleiro onde lançamos dados e, entre lampejos de boa sorte e estratégias bem definidas, vivemos, conquistamos nosso espaço e evoluímos.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 11h55
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Para Refletir 2

"Cerveja bem, Campari uma coisa com a outra, você vai notar que o Whiskysito é que sempre termina em Cachaça."


Leo Godinho, designer gráfico



Escrito por É fato... às 15h02
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Dançando conforme a música

As reviravoltas do mercado vivem pegando profissionais e empresas com as calças na mão, por mais que haja planejamento, gente competente, metas, missão, valores e visão de futuro. São seres humanos, com vaidades, certezas, números, projeções, intuições e boas intenções – que no inferno está cheio – os responsáveis pelas tomadas de decisão.

Erros são, portanto, compreensíveis e inevitáveis. Embora cada vez menos o mundo corporativo tenha mostrado disposição para evitá-los ou compreendê-los. Só que, mais do que lamentar falhas e caminhar para o fim, nós e as instituições devemos refletir – com agilidade – para não repetir o deslize, e trabalhar para reagir, mudar o foco, estudar, pesquisar e acreditar. Enfim, bem ou mal, deve-se evitar a inércia.

E foi a inércia, talvez, a maior causa da crise pela qual passa a indústria fonográfica. As vendas de CDs vêm despencando nos últimos anos, em razão do alto preço, da pirataria, da popularização dos gravadores de CDs nos lares e do surgimento de programas de trocas de arquivos MP3 via web, como o lendário Napster e o badalado eMule.

Por muito tempo, os gigantes ficaram adormecidos. Acordaram um pouco tarde e, agora, estão dando um jeito de dançar conforme a música, arriscando novos passos na pista. Matéria publicada na “Folha de S. Paulo” de domingo passado, no caderno “Dinheiro”, indica que a Sony BMG planeja promover shows de artistas do seu catálogo, para cobrir o vazio cada vez maior deixado pelo declínio nas vendas de CDs.

Se o projeto vai pra frente, se vai funcionar, se será o futuro do mercado – além, é claro, da venda de músicas pela internet - não sei dizer. Mas o movimento é mais um toque do mercado para quem se acha consolidado e toma decisões que ignoram os movimentos criativos, ousados e cada vez mais numerosos dos chamados “pequenos”. De repente chega um Napster, um Google ou um Skype para mostrar que não é assim que a banda toca.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 15h00
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Goles de tragédia

O acidente com o Airbus da TAM, o maior desastre da história da aviação brasileira, mais uma vez deixou o país de luto, estarrecido e indignado. Corpos carbonizados em São Paulo, famílias desamparadas e inconsoláveis por todo o país e usuários sem saber qual o futuro da aviação civil são mais do que suficientes para dar nó na garganta de qualquer um.

Desejo, de verdade, muito conforto e toda a paz para cada envolvido neste acidente de Congonhas. Espero que seja o fim da ridícula crise de imoralidade e inércia das autoridades competentes (?). Gostaria que fosse, ainda, uma forma de refletir sobre outras modalidades de desastres que nos tiram ainda mais vidas, como a violência e as mortes no trânsito.

Em rodas de amigos, essa conversa já esteve na pauta. Gente tem morrido a bala todos os dias e nós só ficamos um pouco chateados. Quando é gente fina, ou em áreas nobres, aumentam a tristeza e a surpresa frente à “ousadia da bandidagem”. No trânsito, basta aparecer um Carnaval ou uma Semana Santa para vermos números inaceitáveis de óbitos.

Outro dia, a coluna do Gilberto Dimenstein, na Folha de S. Paulo, decretava: “Presenciamos todos os dias tragédias provocadas pela combinação de irresponsabilidade com ignorância. Só no trânsito morrem, por ano, 35 mil pessoas -194 vezes o número de vítimas do desastre de Congonhas -, sem contar os homicídios. Uma boa parte disso deve-se ao abuso do álcool: mesmo assim, não se consegue limitar a publicidade de cerveja”.

O Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) e o mercado ficaram mordidos porque a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) queria fazer alterações no conceito de bebida alcoólica para impor restrições à sedutora propaganda de cerveja. Sou publicitário, gosto de cerveja e das suas campanhas.

Mas, por favor, dizer que restringir sua publicidade é ferir a liberdade de expressão é dose de hipocrisia que dá ressaca ao país. Fecha a conta, por favor.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 14h16
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Desenho


Leo Godinho, designer gráfico



Escrito por É fato... às 14h13
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Eufemismos

Outro dia, o ministro Guido Mantega afirmou que a crise aérea que o Brasil enfrenta, há cerca de dez meses, representa a prosperidade econômica vivida pelo país. Segundo ele, isso aumenta a demanda por vôos. Ahnn, tá. As autoridades competentes servem mesmo é para isso. Quando estamos desolados, nos dão norte, mostram a saída.

Perto de um ano de prejuízos, reuniões desmarcadas, mais de 300 mortes, omissões e incompetência generalizada, o assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, é flagrado pelas câmeras de TV fazendo gestos obscenos, pois o governo não teria culpa na tragédia com o Airbus da TAM. O assessor disse que foi um sentimento de indignação.

Lula considerou infeliz o gesto do seu assessor. Aliás, nas primeiras quatro horas após a tragédia em Congonhas, nosso presidente não se manifestou. De acordo com a coluna do Ricardo Noblat, em O Globo, ele não telefonou nem para o governador, nem para o prefeito de São Paulo. Depois mandou avisar que estava consternado. O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, se sensibilizou, oficialmente, antes do brasileiro.

Por falar nos hermanos, a Argentina enfrenta grave crise energética. Fábricas estão paralisando atividades e estabelecendo férias coletivas frente ao déficit de energia elétrica e gás. A coluna do Antônio Ermírio de Moraes, na Folha de S. Paulo, conta que o presidente Kirchner teria considerado a falta de energia um bom problema, consequência do crescimento econômico do país.

Incompetência é sucesso econômico. Gesto obsceno de figuras do alto escalão – mesmo na intimidade, não importa – é sentimento de indignação. Ser imprevidente e comprometer o ritmo de crescimento de uma nação é problema bom. Sei não. Marta, está cada vez mais difícil relaxar e gozar.

 
Bob Villela, publicitário e especialista em marketing



Escrito por É fato... às 15h29
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Para Refletir 1

"Não existe nada impossível. As coisas podem ser muito improváveis, mas impossível nunca..."


Leo Godinho, designer gráfico



Escrito por É fato... às 15h22
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